quinta-feira, 12 de abril de 2012

Le Dolomiti


Vindos do Lago de Garda pelos vales que se vão formando e ganhando envergadura, à medida que nos aproximamos da cordilheira dos Alpes, chegámos ao nosso destino para os próximos três dias, o Vale Gardena na região dos Dolomiti, onde íamos aproveitar as belas pistas de ski que descem as montanhas desta zona dos Alpes italianos.

Os Dolomiti são um conjunto de montanhas da cordilheira dos Alpes Calcários do Sul, localizados no nordeste de Itália na região do antigo Tirol, que outrora foi um estado autónomo e que, após a Segunda Guerra Mundial, foi dividido pelos territórios do Tirol austríaco e da região do Trentino-Alto Ádige, em Itália.

A história de anos de ligação entre esta zona de Itália e a Áustria faz com que a língua que mais escutamos seja o alemão, o que nos deixa realmente surpreendidos. É que, apesar de terem sido mantidas as duas línguas oficiais desde a separação do Tirol, nada faria supor que, dentro de Itália, quando os italianos têm um dos mais belos idiomas que pode ser escutado em todo o mundo, tivessem optado por usar, nas ruas e entre amigos e familiares, a esquisitíssima língua alemã… mas é assim mesmo, há gente para tudo.

A beleza deste santuário de montanhas e lagos é deslumbrante e a UNESCO declarou mesmo o complexo dos Dolomiti como Património Mundial. Isto aconteceu em 2009, apenas alguns anos antes da nossa visita ao local em abril de 2012.

Atualmente toda a zona dos Dolomiti constitui um dos principais polos turísticos do Norte de Itália, atraindo os amantes de todo o tipo de desportos de montanha, não só do ski, que é o prato forte durante os meses de Inverno, mas também das várias atividades que se podem praticar durante todo o ano, desde as caminhadas mais suaves à escalada de alta dificuldade.

Existem vários centros turísticos nesta zona montanhosa que se localizam na envolvente do complexo de montanhas rochosas designado por Grupo Sella, de onde emerge o ponto mais alto, o Piz Boe, com 3152m.

Mas onde quer que estejamos na envolvente deste complexo montanhoso, estaremos certamente rodeados por paisagens transcendentais, que nos inspiram e nos tiram o fôlego.

Relativamente ao ski que pode ser feito nesta zona, encontramos um conjunto variado de estâncias, com algumas pistas que permitem a entrada na famosa Sella Ronda, uma rota de ski circular que contorna a cadeia de montanhas dos Dolomitis designada por Grupo Sella. O percurso completo atravessa os vales de Gardena, Badia, Fassa e Livinallongo, contornando todo o maciço rochoso do Grupo Sella, assegurando meios mecânicos e pistas devidamente preparadas para que seja possível fazer este circuito em ambos os sentidos.

Para termos acesso à alternativa de explorar toda esta zona de ski devemos adquirir o passe Dolomiti Superski, bem mais caro que os passes para as estâncias de cada um dos vales. A viagem completa da Sella Ronda demora pelo menos umas 6h, o que obriga a uma planificação cuidada e a um grande rigor nos horários de cada percurso, criando um certo stress. Na verdade, é necessário garantir que se atingem as últimas telecadeiras ou telecabines antes das 16h45m, sabendo que as pistas são fechadas às 17h e, caso não se consiga regressar esquiando, teremos que ficar num dos vales atravessados e regressar ao hotel, sem honra e sem glória, e totalmente desolados, de autocarro ou de táxi.

O aprés-ski é sempre algo que muito apreciamos nestes locais de montanha. Depois de um dia de ski com grande cansaço físico e de emoções fortes, sempre com a adrenalina a mil, o entardecer prepara-nos para uma forma diferente de aproveitarmos o ambiente que a neve e o ski proporcionam.

Assim, aproveitámos naturalmente o final dos dias que aqui passámos apreciando as alternativas que esta zona oferece, com ruas e espaços públicos onde o ambiente das estâncias de ski sobressai, com lojas típicas e, sobretudo, com ótimos restaurantes, onde podemos apreciar os paladares italianos combinados com uma influência tirolesa bem marcada… de qualquer forma, a nossa opção foi sempre privilegiar os pratos italianos em vez das comidas mais apreciadas do lado austríaco do Tirol, como o bizarro eisbein com chucrute.

Carlos Prestes

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Il lago del sogno - Riva del Garda


De caminho para os Alpes, ao longo do imenso Lago de Garda, percorremos toda a estrada marginal que não pára de nos surpreender, com as vistas cada vez mais arrebatadoras do lago e as montanhas, à medida que nos dirigimos para Norte, o que nos vai motivando sucessivas paragens espontâneas, apenas ao sabor das imagens que vamos descobrindo depois de cada curva, e que nos vão encantando.

É o que acontece no chamado Val di Sogno, ao longo dos últimos 20 km antes de chegarmos a Riva del Garda, onde o lago se torna mais estreito e as montanhas mais altas… talvez o nome queira significar isso mesmo, que se trata de um local de sonho, e a experiência é fantástica.

No final deste percurso chegamos à cidade de Riva del Garda, a maior cidade do lago, localizada no seu extremo Norte, encaixada entre montanhas e onde desagua o rio Sarca, trazendo as águas dos degelos dos Alpes, dando assim origem à formação deste imenso espelho de água.

Tal como em toda a envolvente ao longo do tal vale que nos faz sonhar, também a própria cidade nos oferece paisagens encantadoras, com uma arquitetura muito peculiar, pela influência dos edifícios clássicos dos Alpes, mas adotando as cores pastel das casas típicas italianas.

Como acontece nesta zona marginal que forma um recanto com uma beleza invulgar, mostrando a imagem dos edifícios históricos coloridos sobre um espelho de águas cristalinas que refletem os verdes vivos das colinas… uma imagem preciosa.

Carlos Prestes


Punta San Vigilio - Lago di Garda


Saídos de Verona rumo à região dos Alpes italianos passámos o dia junto às margens do Lago de Garda, o maior dos lagos alpinos italianos, localizado ao longo das regiões de Trentino, Veneto e Lombardia. Todo o espaço envolvente é formado por paisagens magníficas, onde dominam o azul forte das águas do lago e o verde das montanhas que o rodeiam, mas encontramos também algumas aldeias pitorescas encaixadas ao longo das margens, e até pequenas cidades, como a Cittá di Garda, uma espécie de capital desta zona do lago que fica mais a Sul.

O lago é imenso e é bastante utilizado como zona balnear, o que justifica a existência de hotéis, pousadas e parques de campismo, como se estivéssemos numa região de praia. Nesta altura, na Primavera, o ambiente era ainda calmo, apenas com visitantes na procura do usufruto das paisagens e do desporto, naturalmente desportos náuticos, mas também outros desportos de ar livre, como caminhadas, parapente entre outros.

A apenas 3 km da cidade de Garda encontramos a Punta San Vigilio, um dos lugares mais encantadores do lago. Constituída por um aglomerado de edifícios históricos numa pequena península, é ocupada maioritariamente pela charmosíssima Villa Brenzone, mas inclui ainda outros edifícios, como uma igreja do século XII, dedicada a San Vigílio, uma marina para pequenas embarcações e um edifício histórico de dois pisos, com vista para a marina, onde funciona um hotel de charme, o Locanda San Vigili, que inclui um restaurante e uma taverna que podemos frequentar, mesmo não sendo hóspedes do hotel... e é dessa forma que podemos entrar no domínio desta propriedade que é privada.

A Villa Brenzone é composta por um edifício clássico com a fachada principal voltada para o lago, localizado no meio de um jardim repleto de arbustos, plantas ornamentais e estátuas de mármore, e guarda vários anos de histórias de encantar, como referem algumas lendas sobre este local… que terá sido um polo de inspiração para artistas e filósofos e terá servido para selar e celebrar novos e antigos amores, como com os atores Lawrence Olivier e Vivien Leigh que estão na lista de hóspedes ilustres, tal como outras figuras ainda mais célebres que por lá passaram, como Napoleão, o Czar Alexandre II, o Príncipe Charles ou Winston Churchill… todos eles estarão na lista das pessoas que procuraram refúgio das suas vidas stressantes no paraíso de San Vigilio.

E a nós sobra-nos a possibilidade nos deixarmos por lá ficar algum tempo, de experimentar o restaurante ou a taberna, esta com menus menos proibitivos, e de tentar procurar, ou imaginar, alguns sinais ocultos de um sem número de histórias de encantamento que ali foram vividas.

Carlos Prestes


segunda-feira, 9 de abril de 2012

L’Arena di Verona


A Via Mazzini é mais uma das ruas pedonais muito concorridas da cidade de Verona e conduz-nos do centro medieval da cidade até à Piazza Bra, ornamentada pelo grande monumento romano, a Arena di Verona.

A Piazza Bra, a maior praça de Verona e uma das maiores do país, combina a presença de alguns edifícios notáveis com várias esplanadas de cafés e restaurantes, bastante procuradas pelos muitos turistas que por ali passam.

Para além da Arena Romana que ocupa o centro da praça, entre os edifícios que a rodeiam, existe ainda um jardim sombreado por cedros e pinheiros, que envolve a fonte dos Alpes e uma estátua de bronze de Victor Emmanuel II, onde o primeiro rei de Itália aparece montado a cavalo.

A Arena de Verona é um imenso anfiteatro romano construído no primeiro século dC, que domina de forma majestosa toda a Piazza Bra e constitui um dos símbolos de referência da cidade de Verona.
Apesar da época a que remonta a arena encontra-se em ótimo estado de preservação e é ainda utilizada como uma das principais salas de espetáculos de Itália, desde que, pela primeira vez, em 1913, recebeu apresentação de Aida, de Verdi, no início da temporada de ópera de verão.

Com capacidade total para cerca de 30.000 pessoas (embora atualmente, por razões de segurança, a lotação máxima permitida seja de 15.000 pessoas), é habitual incluir a Arena de Verona na rota das principais digressões, quer da temporada de ópera quer também de todo o tipo de espetáculos, do rock ao clássico, do teatro à dança. Existem inclusive alguns concertos gravados ao vivo neste espaço, como aconteceu, por exemplo, com a banda de Seattle, Pearl Jam, ou com o cantor lírico Andréa Bocelli. Existem também vários registos de grandes performances das sopranos Maria Callas e Renata Tebaldi, em que as grandes divas do canto lírico interpretaram algumas das principais óperas… e imagino a sensação de assistir a um grande concerto ou, sobretudo, a uma grande ópera, num espaço tão mágico e inspirador como este.
A arena pode ser visitada por um custo de 10€, caso não esteja a ocorrer algum espetáculo. No dia da nossa visita a arena estava curiosamente a ser preparada para uma performance de Romeu e Julieta, não percebemos se seria alguma peça de teatro ou se alguma coreografia de dança ao som da obra-prima de Prokofiev inspirada na peça de Shakespeare.

Mas achámos curiosa a escolha do tema, a história dos amores proibidos de Giulietta e Romeo, na cidade que é justamente o berço da mais famosa tragédia de toda a história do teatro.

Carlos Prestes




A villa Capuleto – Verona


A belíssima e charmosa cidade italiana de Verona imortalizada no romance “Romeu e Julieta” é, sem dúvida, uma das visitas indispensáveis para quem queira percorrer a região Norte de Itália.

Os encantos desta cidade são diversos, mas, muitos dos que visitam Verona são inspirados pela busca do imaginário da tragédia de William Shakespeare, que revela o amor infinito entre Romeu e Julieta, que se tornou fatal pelo conflito entre famílias rivais, de um lado os Montecchio, do outro os Capuleto.

Mas Verona é muito mais do que isso, é também uma bonita cidade histórica da região do Veneto, declarada como património da humanidade pela UNESCO devido à sua riquíssima arquitetura que se desenvolveu progressivamente durante dois mil anos.

Mas todos os visitantes da cidade de Verona, com maior ou menor romantismo, não deixam de procurar uma pequena villa, bem no centro da cidade, que terá pertencido à família Capuleto, tornando-se, por isso, num dos principais símbolos desta história adaptada por Shakespeare, atraindo turistas que procuram magia e inspiração naquela que é considerada a cidade dos namorados.

E é por isso que todos procuramos o nº23 da Via Cappello, onde se encontra a villa dos Capuleto, a famosa casa de Giulietta Capuleto, um local que se tornou mítico por ter inspirado Shakespeare para escrever a sua tragédia mais famosa.

Entramos na villa por um portão de ferro forjado e chegamos ao pátio que recebe os visitantes ansiosos para conhecer os lugares deste amor eterno, e onde os amantes de todos os lugares e de todas as idades, podem deixar o testemunho do seu amor em plena via pública, escrevendo mensagens nas paredes do pátio, já completamente escrevinhadas. Há ainda um outro portão, já no interior do pátio, totalmente preenchido por centenas de cadeados fechados, representando um elo de união entre os casais, o qual, desta forma, jamais será separado. Considerando que aquele é o lugar dos amores eternos, estas mensagens e estes cadeados irão fortalecer os elos de ligação entre as pessoas amadas… mas isso é só o que diz a tradição, porque a vida real será certamente mais exigente.

De qualquer forma, e mesmo sem cadeados nem pinturas nos muros, não deixámos de aproveitar o local simbólico para selar uma vez mais a nossa paixão… se todos os locais e todos os momentos são perfeitos para alimentar uma vida apaixonada, este não poderia ser diferente, e com a vantagem de ser o local certo para que se façam votos de amor eterno.

A casa de Giulietta tem origem no período medieval, no século XIII, e é quase uma torre com vários andares que se dispõem em torno do pátio. As fachadas são em tijolo e estão decoradas com janelas elegantes, destacando-se a famosa varanda que Giulietta teria usado como local reservado para as conversas de namoro com o seu Romeo. O interior da casa é também visitável, sendo necessário pagar o respetivo ingresso, mas a maioria dos visitantes fica-se pelo pátio, com acesso livre, e onde se encontra a principal representação inspirada na tragédia de Shakespeare, a estátua de bronze de Giulietta criada pelo escultor Veronese Nereo Costantini, e uma placa com alguns versos do dramaturgo inglês.

Carlos Prestes


I palazzi della Piazza delle Erbe - Verona


Em plena Piazza dei Signori eleva-se um majestoso palácio com um pátio muito característico da arquitetura de época da cidade, o Palazzo del Mercato Vecchio ou Palazzo della Ragione.

Construído no final do século XII, onde decorria o mercado medieval da cidade, o Palazzo revela uma arquitetura preciosa, com a mistura dos tijolos vermelhos e dos mármores cremes, com portais em arco e uma escadaria monumental de mármore, constituindo uma das imagens de referência da própria cidade de Verona.
Atualmente, o Palazzo della Ragione alberga a Galleria D'Arte Moderna Achille Forti, um dos museus de arte mais importantes da cidade. Quando o visitamos podemos ainda subir ao topo da Torre dei Lamberti para admirar uma vista deslumbrante sobre toda a cidade e, em particular, sobre a praça que fica encostada a uma das fachadas do Palazzo, a Piazza delle Erbe.

Trata-se de uma das mais importantes praças de Verona, num espaço que outrora, na época romana, tinha sido o fórum da cidade.

Ao chegarmos à Piazza delle Erbe percebemos que ali se sente o palpitar da cidade, sobretudo pela sua agitação, quase como se fosse ainda um verdadeiro mercado medieval, e ficamos também deslumbrados pela variedade e riqueza artística da arquitetura dos vários edifícios e palácios envolventes.

Hoje, esta praça continua a ser um grande polo de encontro da cidade de Verona e mantém o seu cariz comercial, com o mercado de rua onde se vende de tudo um pouco. Encontram-se tendas de roupa e vendas de legumes e frutas, com procura sobretudo por parte dos habitantes locais, mas também outro tipo de tendas, com artesanato, souvenirs e até comida rápida confecionada no local, que são as escolhas mais procuradas pelos muito turistas que frequentam a cidade.

Apesar de grande e muito preenchida a praça não perde o seu toque pitoresco, com edifícios coloridos e alguns com grandes histórias para contar, como a Casa Mazzanti, com os seus maravilhosos frescos na fachada, bem perto de outro dos monumentos mais marcantes, a Fonte da Madonna de Verona.

Ao fundo da Piazza delle Erbe encontramos outro dos seus edifícios mais emblemáticos, o Palazzo Maffei de onde emerge a Torre del Gardello, que é um dos importantes símbolos desta praça.

Carlos Prestes


La Piazza del Signori Dante - Verona


Ao longo de uma caminhada aleatória que fizemos pelas ruas da zona medieval da cidade de Verona, cruzámos várias ruas e praças típicas, onde se encontram os palácios e as igrejas mais importantes da cidade.

Percorrendo a Via Santa Maria in Chiavica, uma rua pedonal cheia de turistas e com bastante comércio local, chegámos até à Chiesa Santa Maria Antica e, logo depois, entrámos na Piazza dei Signori, uma das praças mais emblemáticas da cidade de Verona.

A Piazza dei Signori, também conhecida como Piazza Dante, foi criada na Idade Média na zona do antigo mercado, onde foram depois nascendo, ao longo dos anos, alguns edifícios monumentais ligados entre si por arcadas e galerias.

Durante séculos criou-se um hábito, que virou tradição, em que a Piazza Dante era ocupada à noite de todas as quartas-feiras por centenas de jovens e estudantes universitários que escolhiam aquele local como espaço de encontro e socialização, incluindo guitarradas, cânticos e danças, que foram evoluindo em função das modas e hábitos das décadas que foram sendo atravessadas. A utilização da praça com este fim estabeleceu-se rapidamente como um fenómeno social de Verona, envolvendo cada vez mais pessoas e, partir das últimas décadas, atraindo também os turistas que visitam a cidade e que têm conhecimento desta tradição.

A praça encontra-se emoldurada por vários edifícios e monumentos de enorme beleza e de grande importância histórica e artística, que encerram algumas das principais páginas da história da cidade.

O Palazzo Loggia del Consiglio, um edifício renascentista magnífico, foi construído na segunda metade do século XV como local para reuniões do conselho da cidade. O palácio é lindíssimo e é mesmo considerado um dos mais belos edifícios da Renascença de todo o Norte de Itália. A parte superior da fachada principal ostenta frescos em tons de ocre e beirados decorados com várias estátuas. As arcadas da galeria e as janelas duplas em arco, estão contruídas em mármore trabalhado, conferindo ao palácio um design requintado, que se encontra ainda num ótimo estado de conservação.

Mas o principal símbolo deste espaço é a imponente estátua de Dante, que confere à piazza a sua imagem de marca. A estátua, construída em mármore de Carrara por Ugo Zannoni, representa a imagem de Dante Aglighieri, o grande poeta de língua italiana, autor da Divina Comédia, que foi acolhido na cidade Verona durante seu exílio de Florença. A estátua que está apoiada num pedestal no centro da praça, tem uma envergadura de três metros e o seu modelo original, mais pequeno e feito em bronze, encontra-se preservado na coleção da Galleria D'Arte Moderna, no Palazzo Forti, um dos edifícios da envolvente da Piazza dei Signori.

Carlos Prestes