segunda-feira, 25 de março de 2013

Les arômes d'Avignon

Na Primavera de 2013 partimos numa viagem ao longo da Provence, saltitando pelas aldeias mais pitorescas e atravessando as paisagens campestres desta região francesa. Mas antes de entrarmos na zona rural começámos com uma visita a Avignon, a cidade dos Papas.

Avignon desenvolve-se sobre a margem Sul do rio Le Rhône e é caracterizada por marcas medievais bem visíveis, sendo o exemplo mais evidente representado pela Pont Saint-Bénézet ou Pont d’Avignon, o seu ex-líbris. Trata-se de uma ponte medieval do século XII, que se encontra semi-destruída e que encerra séculos da história desta cidade. A construção da ponte foi inspirada em Saint Bénézet, um menino pastor que foi santificado e que, depois de sua morte, foi enterrado numa pequena capela junto ao lado Sul da ponte. 

O centro histórico de Avignon, é formado por um casario com traços medievais visíveis, e inclui um monumento fundamental na história da cidade, o Palácio dos Papas. O palácio, que domina a zona histórica, é uma das maiores e mais importantes construções da arquitetura gótica em toda a Europa, e foi classificado pela UNESCO como património mundial. 

O Papado de Avignon, também conhecido como Cativeiro de Avignon, corresponde a um período da história da igreja católica, entre 1309 e 1377, durante o qual a residência papal foi mudada de Roma para esta cidade. Na sequência de conflitos entre o rei Filipe IV de França e o Vaticano, deu-se a rotura total entre aquele soberano e o Papa Bonifácio VIII. Com a morte deste Papa, foi nomeado como seu sucessor, o Papa francês Clemente V, e o Rei de França, com o tremendo poder de que dispunha, num quadro geopolítico em que a França dominava, obrigou-o a residir em Avignon. Desde então, e pela força dos poderes que valiam à época, os seis Papas que sucederam a Clemente V, foram todos franceses e todos eles viveram naquele palácio em Avignon

Mas para além deste monumento a cidade de Avignon tem outros encantos que podemos observar quando percorremos as ruas e as praças mais importantes e, sobretudo, quando a contemplamos desde a margem oposta do rio Le Rhône, onde a paisagem da cidade é marcada pela ruína da Pont d’Avignon, com a cidade velha por detrás, num ambiente de aparente mistério, fazendo lembrar referências que associamos à idade das trevas. 

E depois voltando ao centro histórico, percorrendo as ruelas apertadas que desaguam invariavelmente nas habituais praças com esplanadas e restaurantes, encontramos dezenas de pequenas lojas que vendem todo o tipo de derivados do principal artigo local, a lavanda. Porque a Provence é a terra dos extensos campos de lavandas, que são utilizadas no fabrico de diversos produtos, como perfumes ou óleos, cremes e sabonetes, ou são apenas guardadas as flores secas em saquinhos de cheiro. E são esses os artigos que encontramos na maioria das lojas e que vão deixando um perfume que paira no ar e que se propaga pelas próprias ruas e praças. É esse o perfume floral que se vai sentindo como o aroma de toda a cidade. 

E ao deixarmos Avignon, para além da recordação das imagens e paisagens desta bonita cidade, levamos também uma outra referência, menos visual mas igualmente marcante . . . uma explosão sensorial que vem do perfume que nos envolve ao longo das ruas e praças, gravando memórias daqueles aromas de Avignon, que recordaremos como sinais de uma envolvente campestre que representa a essência desta cidade. 

Carlos Prestes 
Março de 2013 


domingo, 15 de julho de 2012

O testemunho de um massacre - Museu Reina Sofía, em Madrid

Sempre que visito a capital espanhola, aquilo que mais me atrai, é o que se encontra nas próprias ruas, não só a arquitetura ou a geometria da cidade, mas sobretudo a azáfama que se observa. São as pessoas, que se movem com aquele ritmo tão castelhano, de viver sempre en las calles. São as esplanadas cheias de gente. São os restaurantes e barras de tapas, tão apelativos. E a mim, encanta-me entrar nesse ritmo frenético e deixar-me levar pela corrente, parando sempre para umas tapas e umas copas

Nunca deixei de aproveitar as noites quentes madrilenas e saborear as iguarias mais típicas que a cidade tem para oferecer. Começando invariavelmente por umas cañas, que ajudam a saciar a sede que o calor provoca, e ir depois degustando os vários menus de tapas . . . dos revueltos às tábuas de quesos e embutidos ibéricos, dos pimentos padron às tortilhas, das patatas bravas aos calamares

E no final da noite saio sempre com a mesma sensação, e com a certeza de que não estive no melhor dos restaurantes, nem experimentei a melhor das refeições . . . mas, naquelas noites quentes na frenética Madrid, duvido que algo que me pudesse ter sabido tão bem.


Mas Madrid não é só tapas e copas, Madrid é também um extraordinário pólo de concentração cultural e artística e, por isso, vou complementando as viagens que faço a esta cidade, com umas visitas mais culturais. E assim, ao longo dos anos, fui conhecendo alguns dos principais museus da cidade. E, desta vez, para fechar um fim-de-semana grande na capital espanhola, programei uma visita ao Museo Reina Sofía

É um dos mais importantes museus de arte moderna de Espanha e inclui algumas obras de referência. A sua coleção tem várias peças dos principais artistas espanhóis do século XX, como Salvador Dali, Juan Miró e, sobretudo, Pablo Picasso, autor do quadro Guernica, a grande atração do museu. 

O Guernica é um painel com 7,8m x 3,5m, pintado a óleo por Pablo Picasso em 1937. O quadro é enorme e perturbante, e é inspirado nos bombardeamentos que massacraram a cidade espanhola de Guernica, em abril de 1937, feitos por aviões alemães, durante a Guerra Civil espanhola, numa operação de apoio de Adolf Hitler ao ditador Franco. 

Enquanto percorri as várias salas do museu, com motivos de maior ou menor interesse, fui tendo a noção de que era um mero visitante do local e das peças de arte que ia observando. Algumas nem me chegaram sequer a tocar minimamente, mas houve outras que me envolveram e que me levaram a uma observação mais cuidada e demorada. Mas era sempre e apenas um espetador que apreciava aquela mostra de arte e nunca para além disso. 

Mas perante o Guernica a sensação foi diferente. Mais do que uma tela, foi como se Pablo Picasso nos tivesse deixado as imagens vivas de um massacre, que me envolveram como se estivesse a ocorrer algo de realmente trágico em cada instante em que a observava . . . e já não era só um mero espetador, passava a ser agora uma testemunha, sem poder ignorar aquilo que os meus olhos tinham acabado de presenciar. 
Foi assim que me senti, vivendo um momento especial, uma sensação quase irrepetível. Mas esta é claramente uma reação pessoal, não é algo que o quadro ofereça a todos os visitantes, podemo-nos envolver mais ou menos e, naturalmente, cada um terá sentido à sua maneira, a sua presença junto daquela obra. 

E, na verdade, qualquer que seja o impacto emocional que o quadro nos provoque, acabamos por fazer todos o mesmo. Entramos, paramos, olhamos, respiramos fundo, voltamos a olhar, demoramos o tempo que entendemos ser necessário . . . e abandonamos a sala. 

Mas se, para alguns, este processo começou e acabou naquele instante e naquele local, para mim, a imagem daquele quadro e do massacre que ele representa, perdurou na minha memória como uma história real perturbadora que, naquele momento, me foi dada a testemunhar.

Carlos Prestes 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Il quartiere di Boccadasse


Para terminar a visita à cidade de Génova foi necessário voltar ao carro e fazer um percurso de cerca de 5km até à costa do lado Nascente da cidade, a Oeste do cabo de Santa Chiara.

O objetivo era visitar o bairro do Boccadasse, um antigo bairro típico de marinheiros e pescadores. O local é bastante pitoresco, com as casas de pescadores lindissimas pintadas nas mesmas cores que nos acompanham ao longo destes dias em que estamos na Ligúria, com semelhanças evidentes com as aldeias das Cinque Terre.

O bairro é visitado por muitos turistas que são atraídos pelas suas bonitas imagens que figuram em todos os folhetos turísticos sobre a cidade de Génova. Boccadasse possui um castelo e uma pequena praia, onde são guardados os típicos barcos dos pescadores.

A origem do nome deste bairro resulta da forma da baía em que se situa, sendo o nome formado a partir da abreviatura do termo genovês para boca de burro ou boca d'aze.

Uma bela forma de terminar esta vista à cidade de Génova e à região da Ligúria, neste fim de tarde nublado de águas calmas, observando a silhueta deste bairro tão bonito e pitoresco e imaginando façanhas de marinheiros de outros tempos, mas também de pescadores que, nos dias de hoje, continuam a enfrentar o mar em pequenas embarcações para garantir o sustento.



Il Caruggi di Genova


No coração da cidade velha encontramos uma malha apertada de ruas estreitas e becos, que caracterizam esta zona de origem medieval, e que vão intercetando pequenas praças, quase sempre ocupadas por esplanadas de restaurantes ou cafés, como é o caso da Piazza d’Erbe.

Nesta parte do centro histórico encontramo-nos num autêntico emaranhado de ruelas e pracetas encaixadas nos edifícios, normalmente altos e com as fachadas pintadas a cores pastel da Ligúria. São conhecidos como Caruggi, com uma tradução aproximada de “becos”, e que constituem a principal marca deste centro histórico, bem diferente de outro tipo de ruelas que encontramos nas demais cidades italianas.

Percorrendo este conjunto de caruggi, onde o sol não consegue entrar, podemo-nos deixar encantar com os traços mais típicos da cidade, imaginando histórias de uma vivência ancestral naquelas mesmas ruas, de uma cidade de pescadores e marinheiros que sempre viveu do mar e para o mar.

E em cada recanto a cidade vai-nos surpreendendo com novos becos e novas pracetas, sempre os Caruggi de Génova, que mantêm o mesmo aspeto do antigo centro da cidade, e são, ainda hoje, como eram antes, o seu coração palpitante.
    



La cattedrale di Genova


A Porta Soprana ou Porta di Sant'Andrea, que fica junto à casa de Colombo, foi uma das antigas portas da cidade e, apesar de ter sido construída na época medieval, mantém ainda hoje o seu aspeto original, com um arco central e duas torres laterais.

Esta porta assinala o limite entre a zona nova da cidade, com uma arquitetura clássica, e o seu centro histórico, a cidade medieval, constituída por uma teia de ruelas apertadas, autênticos becos, os chamados Caruggi, que nos levam a vaguear por entre as casas mais típicas da cidade e uma coleção interessantíssima de monumentos e edifícios históricos, onde se destaca a imponente Cattedrale di San Lorenzo, o duomo da cidade de Génova.

Esta igreja, consagrada a San Lorenzo, foi fundada no século IX e, desde logo, foi escolhida como catedral da cidade devido à sua localização protegida, no interior das muralhas da cidade.

Tem uma fachada magnífica com listas brancas e negras, dos dois tipos de mármore utilizados e caracteriza-se por conter vestígios dos diversos estilos arquitetónicos da cidade, desde o portal lateral de San Geovanni, no estilo românico, datado do século XII, aos elementos barrocos de algumas capelas laterais e, no extremo oeste, os três portais em estilo gótico francês.

A capela mais luxuosa da catedral é dedicada a São João Batista, o santo padroeiro de Génova, com um sarcófago do século XIII, onde outrora foram guardadas as relíquias do santo.

Existe ainda um museu, Museo del Tesoro di San Lorenzo, um autêntico relicário localizado no piso inferior e com entrada pela sacristia, que guarda diversos tesouros, com destaque para um prato de vidro verde que, supostamente, terá sido usado na Última Ceia e um prato caledónico azul onde, alegadamente, foi apresentada a Salomé a cabeça de São João Batista.

São vários os atrativos que justificam uma visita a esta igreja imponente que se ergue de forma inusitada no meio da teia de pequenas ruelas e casas amontoadas que formam a cidade medieval.

A pátria-mãe do grande almirante - Génova


A cidade de Génova é bem diferente da maioria das cidades italianas e, na minha opinião, nem é, de todo, das mais interessantes deste país. Historicamente a cidade é um local de referência, a antiga república marítima de Génova, que teve um papel de destaque na exploração do mar e no descobrimento de novas terras ao longo dos séculos da sua existência. 

Terá mesmo sido o berço oficial de um dos principais marinheiros da história, Cristóvão Colombo, ou Cristoforo Colombo, um genovês que descobriu meio mundo, embora nunca em representação do seu país natal . . . mas, a realidade talvez não seja bem essa e talvez o grande almirante nem seja sequer genovês, mas isso são teorias de conspiração que mais à frente vou revelar. 

A cidade é bastante grande mas os locais mais interessantes para uma visita turística acabam por se confinar apenas aos bairros, ou distritos, mais típicos, que incluem o porto e o centro histórico, com os chamados Caruggi, um emaranhado de ruelas e becos, entalados entre edifícios, normalmente altos e com as fachadas pintadas nas cores pastel da Ligúria

Ao longo da nossa visita atravessámos as principais ruas e praças da cidade até chegarmos à Piazza Dante onde se encontra, junto à Porta Soprana, a Casa de Cristoforo Colombo. Trata-se de um pequeno edifício com uma fachada degradada onde, supostamente, terá nascido e vivido, durante a sua infância, o famoso navegador e explorador do Novo-Mundo, e onde está atualmente o museu La Casa di Colombo.
Quando viajamos ficamos surpreendentemente interessados em temas que nos eram completamente indiferentes, mas que, subitamente, nos passam a fazer todo o sentido. Isso está sempre a acontecer e, no caso concreto da cidade de Génova, é quase natural que se acabe por refletir um pouco sobre a figura daquele marinheiro que descobriu meio mundo e que terá nascido e vivido ali, bem naquele local. 

Mas, neste caso, existe ainda uma dúvida razoável, que é também uma curiosidade interessante, porque, na verdade, não há a certeza de que Cristóvão Colombo tenha mesmo nascido naquela casa, nem sequer, que tenha nascido na cidade de Génova. 

Para mim - e lá vem a teoria da conspiração - Cristóvão Colombo não era, de todo, o filho de um tecelão genovês . . . Cristóvão Colombo seria antes, um fidalgo português. Um português nascido no século XV em Cuba, no Alentejo (não foi um acaso ter baptizado com o mesmo nome a maior ilha que descobriu no mar das Caraíbas). Era judeu e era fidalgo, porque um filho de um tecelão não chegaria a comandante de uma armada e jamais poderia desposar uma fidalga, como Colombo, que casou com Filipa Moniz, uma portuguesa filha do governador (na altura, chamava-se capitão donatário) da ilha de Porto Santo. 

Mas se era português, porque razão D. João II lhe negou o apoio da coroa portuguesa para uma expedição na busca do Novo-Mundo? . . . o que o fez rumar a Espanha, tendo sido em nome da coroa espanhola que o navegador se fez ao mar e encontrou as Américas, no ano de 1492. 

A resposta é, também ela, parte da mesma teoria da conspiração. A verdade é que os portugueses já conheciam o que existia a Oeste nas suas incursões por aquelas bandas, embora só tenham formalizado o descobrimento do Brasil seis anos depois de Colombo ter descoberto a América. Mas, conhecendo aquela linha de continente, os portugueses já sabiam que não seria daquele lado que se iria encontar aquilo que todos procuravam . . . e que era a Índia (vá-se lá saber porquê mas naquela época os Reis passavam-se com pimenta e canela e outras ervas de cheiro). 

Assim, Colombo foi para Espanha, não por ter sido rejeitado por D. João II, mas justamente por ter sido enviado por aquele monarca, para fazer com que a armada espanhola seguisse para Ocidente, desviando-se irremediavelmente da direção que os levaria até à Índia. E a América foi apenas um efeito secundário, uma espécie de prémio de consolação. 

E foi desta forma que, alguns anos depois, Portugal, representado por Vasco da Gama, já durante o reinado de D. Manuel I, descobriu o caminho marítimo para a Índia entre 1497-1499. Ou seja, ficámos nós com as especiarias, no bem-bom, enquanto eles tiveram de se contentar com a América e as Caraíbas . . . se calhar sou só eu, mas isto não me soa lá muito bem!!! 

Só para rematar, esta teoria não é minha e já li justificações que a vão comprovando ao longo das várias fases da vida de Cristóvão Colombo. E eu, que até sou bastante sético, neste caso achei que faziam todo o sentido. 

Mas sendo português ou genovês, a verdade é que estamos perante aquela que é a casa oficial do grande almirante e, se pensarmos bem, isso é algo que nos impressiona . . . imaginarmos que foi ali que o pequeno Cristoforo terá - eventualmente - nascido e dado os seus primeiros passos, antes de se fazer marinheiro e ter trazido novos mundos ao mundo. 

Carlos Prestes 

O centro clássico da cidade de Génova


A cidade de Génova é bem diferente da maioria das cidades italianas e, na minha opinião, não é, de todo, das mais interessantes deste país. Tinha cá vindo numa passagem fugaz durante um inter-rail e não fiquei com grande vontade de voltar, e passaram quase 30 anos para esse regresso. Mas desta vez a cidade pareceu-me bastante diferente, sobretudo na zona do porto que era apenas um porto industrial e agora toda aquela zona é uma imensa marina e um dos locais que mais atrai os habitantes da cidade e todos os que a visitam.

Historicamente a cidade é um local de referência, a antiga república marítima de Génova teve um papel de destaque na exploração do mar e no descobrimento de novas terras ao longo dos séculos da sua existência. Terá mesmo sido o berço oficial de um dos principais marinheiros da história, Cristóvão Colombo, ou Cristoforo Colombo, um genovês que descobriu meio mundo, embora nunca em representação do seu país natal... mas a realidade talvez não seja bem essa e talvez o grande almirante nem seja sequer genovês, mas isso são teorias de conspiração que vou desenvolver noutro post.

A cidade é bastante grande, mas os locais mais interessantes para uma visita turística acabam por se concentrar em três bairros, ou distritos, que incluem o porto e o centro histórico, com um emaranhado de ruelas e becos, ou Caruggi, como aqui são chamados. Foram esses três bairros, San Vincenzo, Molo e Maddalena, que percorremos ao longo do dia que passámos na cidade de Génova. Terminámos depois de uma breve paragem em Boccadasse, um antigo bairro típico de marinheiros e pescadores.

Mas antes de entramos definitivamente pela parte velha da cidade, estivemos no centro clássico da cidade, toda a zona em torno da Piazza de Ferrari, ou Piazza Raffaele de Ferrari, que é talvez a praça mais emblemática de toda a cidade, localizada no seu coração, quase no limite do centro histórico, e que é conhecida pela sua fonte majestosa, quase um ícone da cidade de Génova.

Na envolvente da praça existem vários edifícios clássicos, como o Palácio Ducal, o Museo Accademia Ligustica di Belle Ar, o Teatro Carlo Felice e o monumento a Victor Emmanuel II. Mas estão ali também alguns dos mais importantes edifícios de escritórios, sedes de bancos e companhias de seguros, o que torna esta praça como o principal centro financeiro e de negócios da cidade de Génova. No final do século XIX, Génova era um dos principais centros financeiros italianos, juntamente com Milão, e a Piazza de Ferrari foi sempre o lugar onde as grande instituições se estabeleceram, como a Bolsa de Valores, o Crédito Italiano ou a filial do Banco da Itália.

Hoje é uma praça movimentada, marcada sobretudo pela presença dominante da La fontana di Piazza De Ferrari, a mais importante de todas as fontes da cidade.